Porcos: Mais inteligentes do que uma criança de 3 anos!

Passa algum tempo com um porco vivo e rapidamente descobrirás que é um animal curioso, afectuoso e sensível. E também inteligente! Na realidade, estudos demonstram que os porcos são mais espertos que a maioria dos cães, chimpanzés e até mesmo crianças humanas.

Num relatório publicado pelo International Journal of Comparative Psychology, os investigadores Lori Marino e Christina Colvin demonstraram que os porcos possuem capacidades cognitivas semelhantes às dos animais domesticados e das crianças pequenas. Foi provado que os porcos demonstram autoconsciência (e distinguem o que gostam do que não gostam), apreciam brincadeiras criativas e experienciam emoções semelhantes às nossas.

“Temos demonstrado que os porcos possuem uma série de capacidades cognitivas comuns a outras espécies altamente inteligentes, como cães, chimpanzés, elefantes, golfinhos e até mesmo humanos. Existem evidências científicas que sugerem que precisamos de repensar a nossa relação com estes animais”, afirmou o Dr. Marino.

De que são capazes os porcos domésticos?

Através da sua investigação, Marino e Colvin descobriram um nível de complexidade cognitiva que indica que os porcos não são de todo diferentes dos cães, gatos e até de nós próprios. De facto, os suínos domésticos exibem os seguintes traços:

  • Excelente memória a longo prazo
  • Uma compreensão da linguagem simbólica
  • Uma sensação de tempo (incluindo recordar episódios específicos do seu passado e antecipar eventos futuros)
  • Capacidade de navegar em labirintos
  • Capacidade de participar em jogos criativos
  • Capacidade de distinguir os outros (suínos e humanos)
  • Capacidade de compreender outras perspectivas
  • Empatia e emoções
  • Personalidades distintas

Esta lista não difere muito do que nossos companheiros caninos são capazes de fazer. Na verdade, a única diferença notável entre um porco e um cão é simplesmente a forma como cada uma dessas espécies é percepcionada pelos humanos.

A vida secreta dos porcos

Os porcos também têm vidas sociais complexas e seus próprios meios de comunicação. Pesquisas recentes da Universidade de Lincoln revelaram que os “grunhidos” feitos por porcos variam de acordo com sua personalidade individual, e podem transmitir informações importantes sobre as suas experiências.

“Os sons [dos porcos] transmitem uma ampla gama de informações, como o estado emocional, motivacional e fisiológico do animal. Por exemplo, os gritos são produzidos quando os porcos sentem medo e podem estar a alertar os outros para a sua situação ou a oferecer garantias de que está tudo bem. Os grunhidos ocorrem em todos os contextos, mas são típicos dos esforços para que outros membros do grupo saibam onde eles estão”, afirmou a principal investigadora, Dra. Lisa Collins.

Porcos enquanto indivíduos

Quando deixamos de pensar nos porcos enquanto fonte de alimento, podemos constatar que estes animais são indivíduos gentis e curiosos – com as suas próprias personalidades, comunidades e capacidades de socialização. Navega pela internet e encontrarás muitos episódios anedóticos sobre porcos peculiares e especiais. Por exemplo:

Amy, uma porca em Seattle, apelidada de “melhor cão” na sua aula de agilidade canina.

Moritz, um porco em Berlim, que completa puzzles infantis sem ajuda.

Esther the Wonder Pig, cujo comportamento divertido tem encantado os seus admiradores online há anos.

Sabemos também que os porcos, como inúmeros outros vertebrados e invertebrados, são seres sensíveis. Em 2012, um grupo líder de cientistas assinou a Cambridge Declaration on Consciousness, na qual afirmam que os animais são conscientes. Isto significa que eles são sencientes, capazes de experienciar o que lhes acontece, e têm estados mentais que podem ser positivos ou negativos para eles, enquanto indivíduos.

Isto é relevante porque a capacidade de um animal (neste caso, um porco) de ter experiências positivas e negativas é o que o torna vulnerável a danos. Como diz a Animal Ethics, “existem razões poderosas que nos levam a concluir que isto é o que deve importar quando se trata de dar a alguém consideração moral e não discriminar esse ser”.

O problema da discriminação de espécies

Enquanto veganos, acreditamos firmemente que todos os animais devem ser livres e protegidos, independentemente das suas capacidades ou aptidões. No entanto, a questão do nosso tratamento diferenciado de suínos e cães (por exemplo) é particularmente instigante. Se os porcos são animais sencientes, inteligentes, com as suas próprias emoções e individualidade – porque é que os comemos? A resposta está, em parte, relacionada com o “especismo”.

O especismo pode ser descrito como uma forma de discriminação em que uma espécie (humanos) favorece certas espécies em detrimento de outras. Isto leva à exploração e maus-tratos dos animais pelos seres humanos.

A maioria das pessoas sentir-se-ia enjoada ao pensar em servir carne de cão para o jantar, mas não pensaria duas vezes em comer costeletas de porco. Algumas pessoas podem justificar estes hábitos alimentares com a noção de que os porcos são criados para consumo e, no entanto, podem ainda hesitar com a ideia de criar deliberadamente cães para esse fim. E, em qualquer caso, a nossa exploração da espécie não altera a capacidade do porco de pensar, sentir ou experimentar o medo e o sofrimento.

De facto, os animais criados para consumo sofrem imensamente, especialmente nas explorações industriais com condições deploráveis. A melhor forma de ajudarmos todos os animais (incluindo os porcos) é simplesmente deixar de os comer.

Podes ajudar a acabar com o sofrimento dos porcos e dos animais criados em fábricas agora mesmo. Compromete-te a experimentar o veganismo e descobre o quão alegre e gratificante pode ser uma dieta vegana!

 

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