O que aconteceria se todos se tornassem veganos?

Por Kate Fowler

Esta pergunta pode ser interpretada de duas formas: O que aconteceria se todos se tornassem veganos da noite para o dia? E o que aconteceria se o número de veganos continuasse crescendo até que todas as pessoas no planeta fossem veganas?

Essa diferenciação é importante, principalmente porque o primeiro cenário é impossível e o segundo é um ambicioso objetivo que temos que atingir.

Quando as pessoas perguntam: “O que aconteceria se todos se tornassem veganos?”, imaginam animais de consumo sendo soltos na natureza para se defenderem sozinhos e/ou se tornarem extintos. Não é de admirar que elas se preocupem com isso!

Porém, numa realidade incerta, há uma coisa certa: o mundo inteiro não se tornará vegano em 24 horas. Por isso, podemos deixar de lado esse cenário e olhar para o mais provável: que nos próximos anos haverá mais e mais veganos, vegetarianos, flexitarianos e pessoas reduzindo o consumo de carne, leite, ovos e outros produtos de origem animal.

Se chegarmos a um ponto onde todos forem veganos, nosso mundo será assim:

O sofrimento será reduzido drasticamente

As fazendas industriais e os matadouros, assim com todo o sofrimento que causam, serão coisa do passado. A nossa comida será colhida e fatiada, não espancada ou abatida. Milhões de pintinhos com um dia de vida não serão mortos asfixiados por gás ou triturados vivos pela indústria dos ovos; os bezerros machos não serão abatidos por não serem capazes de produzir leite.

Para aqueles que não concordam com as cruéis práticas de machucar e explorar seres inocentes, o mundo certamente será mais bondoso e compassivo.

A vida selvagem viverá no seu ambiente natural

E não será apenas um grande momento para os animais de consumo, os animais selvagens também terão motivos para se alegrarem, pois a pecuária é uma das principais causas do desmatamento e da extinção de populações de animais selvagens.

Isso porque a produção de carne gasta uma grande quantidade recursos. Precisa de muito mais água, energia e espaço do que a produção de alimentos vegetais. Para atender a demanda mundial, as florestas e outros habitats ancestrais são desmatados para darem lugar ao pasto ou ao cultivo dos cereais e leguminosas que alimentam os animais de consumo.

Sem essa devastação, os habitats naturais terão a possibilidade de voltar a ser selvagens e, apesar de não podermos reverter as extinções, ainda podemos salvar as espécies que temos, e deixar que os animais selvagens vivam as suas vidas e criem o seus filhotes sem medo de que os seres humanos destruam as suas casas.

O aquecimento global vai desacelerar

Como a pecuária é uma das principais emissoras dos gases responsáveis pelas mudanças climáticas, o aquecimento da atmosfera desacelerará e manteremos o aumento da temperatura global abaixo dos catastróficos 1.5 °C.

Se conseguirmos fazer isso, salvaremos mais espécies, protegeremos mais habitats, salvaremos inúmeras vidas humanas e reduziremos o número de refugiados deslocados por acontecimentos meteorológicos devastadores. A vida será muito mais agradável para todos nós.

Haverá menos poluição

Em um mundo vegano, a poluição será reduzida, pois não teremos fazendas industriais despejando o estrume dos animais nos cursos de água, matando a vida marinha e criando zonas mortas nos oceanos. A pecuária polui o ar, a água e o solo, e assim aqueles que vivem no campo poderão respirar mais facilmente.

Seremos mais saudáveis

Em um mundo vegano, teremos a oportunidade de controlar a resistência aos antibióticos. Essas substâncias são administradas em excesso nos animais de consumo em uma tentativa de mantê-los vivos por algumas semanas ou meses, até serem abatidos. Essa utilização excessiva de antibióticos pode nos fazer voltar aos dias em que as pessoas morriam de infecções simples.

Sem matadouros, não estaremos pagando outras pessoas para fazerem uma tarefa que nós mesmos não faríamos e que aumenta o risco delas sofrerem de transtorno de estresse pós-traumático e de estresse traumático induzido por perpetuação (aquele em que o ato de matar foi a causa do trauma). Pesquisas sugerem que a violência aumenta nas áreas onde os funcionam matadouros e as ligações entre aqueles que prejudicam os animais e aqueles que prejudicam as pessoas continuam sendo pesquisadas.

Também seremos mais saudáveis. Os veganos sofrem menos de algumas das doenças que mais matam pessoas no mundo, como as cardiovasculares, diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer. Inclusive a Organização Mundial de Saúde classificou todas as carnes processadas como cancerígenas e a carne vermelha como um provável agente cancerígeno. A pesquisa revela que os vegetarianos poderão viver mais tempo do que os consumidores de carne, e que os veganos poderão viver ainda mais.

Os animais de consumo serão extintos se todo mundo virar vegano?

É possível que alguns tipos de animais criados para consumo deixem de ser, e para muitos deles isso será positivo. Pense nas bilhões de galinhas obrigadas a engordar tanto que podem ter fraturas nos ossos e desenvolver doenças cardíacas. Não é certo que essas pobres criaturas sejam criadas em sofrimento, só para que possamos ter acesso a carne barata.

Também devemos nos lembrar que quando criamos animais para nos darem carne, estamos levando inúmeras espécies selvagens à extinção. Assim,  se a preservação de espécies nos preocupa, é sensato nos tornamos veganos.

Um mundo vegano beneficia as pessoas, os animais e o planeta. Baixe aqui o seu Guia de Veganismo para Iniciantes.

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Kate Fowler é a Coordenadora Da Campanha Na Inglaterra para o Million Dollar Vegan Kate trabalhou em inúmeros meios de comunicação sociais e em campanhas políticas, incluindo a exposição do sofrimento dos animais de criação durante seu abate. Kate é vegana há 25 anos.

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