Comer carne faz parte da minha identidade cultural

O que comemos e como tratamos a comida são partes essenciais de nossas identidades culturais. Na França, os estudos mostram que as crianças são ensinadas a criticar a comida. Na Suécia, é importante que todos os membros da família comam a mesma comida como um símbolo do igualitarismo. Já em Java, as refeições podem ser um momento de silêncio.1

Quando nos tornamos veganos, precisamos encontrar uma maneira de manter o que é importante e eliminar o que nos prejudica ou não se alinha às nossas crenças mais amplas sobre o mundo ou sobre nós mesmos. Por exemplo, uma pessoa criada em uma família em que a carne está no centro de cada refeição e que ama os animais não precisa mais lidar com o fato de causar sofrimento e morte de animais quando se torna vegana.

Por mais complicado que pareça, muitas pessoas contornam as dificuldades culturais com sucesso. Uma delas é o chef Eddie Garza. Nascido no sul do Texas, bem na fronteira do México com os Estados Unidos, sua identidade cultural está muito conectada com a comida que consumia quando criança. Mas, à medida que envelhecia, passou a ganhar muito peso. Quando estava com mais de 140 quilos, decidiu que era hora de fazer mudanças. Ele optou por uma dieta 100% vegetal e descobriu que a comida mexicana era realmente fácil de ser “veganizada”. Por meio de mudanças simples ele conseguia obter o sabor, a sensação e – o mais importante – a conexão com suas raízes.2 Genesis Butler, do grupo Animal Hero Kids conta, de maneira semelhante, que sua avó produz uma pratada de tamales veganos para o Natal, o que significa que a família mantém as mesmas tradições de sempre, mas com pequenas modificações.

Muitas tradições não são tão antigas nem tão românticas quanto pensamos. Uma razão para comer peru no Natal é que essa é uma comemoração em família, e os perus são uma refeição em tamanho familiar! Outra razão é que houve muito marketing para convencer as pessoas de que essa tradição lhes pertence.

Mas o Natal, o Ano Novo, a Páscoa, o Carnaval, os aniversários, e outras celebrações e comemorações não são significativas apenas por causa da carne que comemos. São importantes porque estamos com nossos entes queridos compartilhando comida. Se é carne de origem animal ou vegana, não faz diferença para o seu simbolismo. Tradições culturais ou familiares podem facilmente receber um toque novo e ainda manter sua relevância. Talvez se tornem ainda mais relevantes porque passam a envolver pessoas com o coração aberto e a consciência limpa.

Como diz Eddie Garza: “Uma das minhas coisas favoritas é mostrar às pessoas como tudo o que faz parte da nossa cultura pode ser comemorado de uma maneira muito mais significativa se for vegano, se não estivermos prejudicando animais e ainda estivermos ajudando o planeta”.3

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